Um post ousado!

Hoje irei postar uma passagem ousada, dizem que é muito tenue a linha entre o ousado e o ridículo, resolvi arriscar, ai vai uma passagem do livro: "La Philosophie dans le boudoir" de Marquês de Sade, p. 15 - Ed. Thesaurus, tradução de Aloísio Costa e Introdução de Aguinaldo Silva...

"Aos libertinos

Devassos de qualquer idade e sexo, só a vós dedico essa obra; alimentai-vos dos seus princípios: êles ajudarão em vossos prazeres, e tais prazeres - dos quais os frios e tolos moralistas pretendem afastar-vos - não passam de meios utilizados pela natureza para facilitar no homem a compreensão das intenções que ela própria possui a seu respeito. Só a nossa origem nos deve conduzir à felicidade.

Mulheres lúbricas, que a devassa Saint-Ange seja vosso môdelo; desprezai, como ela o faz, tudo o que seja contrário às divinas leis do prazer que a orientam durante sua vida inteira.

Moças prêsas por muito tempo pelos elos ridículos e perigosos de uma absurda virtude e de uma abstrata religião, imitai a ardente Eugenie; destruí, espezinhai tão cheias de prazer como ela, todos os rídiculos códigos ensinados por pais imbecis.

Quanto a vós, amáveis depravados, que desde a juventude reconhecem apenas os freios do desejo e as leis dos caprichos, seja vosso exemplo o cínico Dolmacé; caminhai como êle, se desejais percorrer tôdas as trilhas floridas que a lubricidade entreabre; a sua lição possa convencê-los de que, só explorando, o universo dos gostos e fantasias, tudo sacrificando à coluptuosidade, a infeliz criatura conhecida pelo nome de homem - e atirada contra a sua vontade nesse triste universo - pode conseguir plantar algumas rosas sôbre os espinhos de sua própria vida."

Que tal? Pesado né, mas atualmente é reconhecido como literatura...



Escrito por Fabio Ricardo R. Brasilino às 10h10
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Sobre Direito de Família...

Sabe-se que alguns temas jurídicos são bens comentados no dia-a-dia, utilizam-se muito de argumentos senso comuns, algumas vezes estão certos, outras nem tanto. Essa semana fui procurado no meu escritório, onde uma cliente questionou o seguinte: ela fora casada sob o regime de comunhão total de bens, esta separada a mais de 20 anos de fato, na época da separação não haviam bens a partilhar, agora o marido já teve outras relações conjugais e adquiriu patrimônio. A dúvida era se ela tem direitos ou não? A princípio a primeira resposta coerente é por óbvio ela não ter direitos, pois os bens não foram adquiridos na constância do casamento comum, todavia há algumas decisões que ainda contemplam esta possibilidade. Mas meus caros amigos, o entendimento do STJ é no sentido de não existir razão. Para isso achei na Internet algumas jurisprudência. Se você estiver neste caso ai vai:

1) DIREITO CIVIL. FAMÍLIA. SUCESSÃO. COMUNHÃO UNIVERSAL DE BENS.
INCLUSÃO DA ESPOSA DE HERDEIRO, NOS AUTOS DE INVENTÁRIO, NA DEFESA DE SUA MEAÇÃO. SUCESSÃO ABERTA QUANDO HAVIA SEPARAÇÃO DE FATO.
IMPOSSIBILIDADE DE COMUNICAÇÃO DOS BENS ADQUIRIDOS APÓS A RUPTURA DA VIDA CONJUGAL. RECURSO ESPECIAL PROVIDO.
1. Em regra, o recurso especial originário de decisão interlocutória proferida em inventário não pode ficar retido nos autos, uma vez que o procedimento se encerra sem que haja, propriamente, decisão final de mérito, o que impossibilitaria a reiteração futura das razões recursais.
2. Não faz jus à meação dos bens havidos pelo marido na qualidade de herdeiro do irmão, o cônjuge que encontrava-se separado de fato quando transmitida a herança.
3. Tal fato ocasionaria enriquecimento sem causa, porquanto o patrimônio foi adquirido individualmente, sem qualquer colaboração do cônjuge.
4. A preservação do condomínio patrimonial entre cônjuges após a separação de fato é incompatível com orientação do novo Código Civil, que reconhece a união estável estabelecida nesse período, regulada pelo regime da comunhão parcial de bens (CC 1.725) 5. Assim, em regime de comunhão universal, a comunicação de bens e dívidas deve cessar com a ruptura da vida comum, respeitado o direito de meação do patrimônio adquirido na constância da vida conjugal.
6. Recurso especial provido.
(REsp 555.771/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 05/05/2009, DJe 18/05/2009)

2) CIVIL E PROCESSUAL. SEPARAÇÃO JUDICIAL. REQUERIMENTO DE INVENTÁRIO E PARTILHA. AQUISIÇÃO IMOBILIÁRIA POSTERIOR AO ROMPIMENTO DE FATO DA RELAÇÃO CONJUGAL. EFEITOS. TITULAÇÃO DE ÁREA DE TERRAS. CONSIDERAÇÃO, BASEADA EM EXAME DOCUMENTAL, DE AQUISIÇÃO PARCELA.
I. A cônjuge-virago separada de fato do marido há muitos anos não faz jus aos bens por ele adquiridos posteriormente a tal afastamento, ainda que não desfeitos, oficialmente, os laços mediante separação judicial. Precedentes do STJ.
II. Se o Tribunal a quo, soberano na apreciação da matéria de fato, conclui, à vista da titulação dominial constante dos autos, que a gleba de terras também objeto da partilha, foi adquirida em partes distintas, cada qual com uma origem e em épocas específicas, para efeito de fixação do direito à comunhão no tempo, o reexame da matéria encontra o óbice, na via especial, das Súmulas ns. 5 e 7 do STJ.
III. Razoabilidade da sucumbência proporcional fixada no acórdão, em face das circunstâncias dos autos.
IV. Recurso especial não conhecido.
(REsp 32.218/SP, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR, QUARTA TURMA, julgado em 17/05/2001, DJ 03/09/2001 p. 224)

3) CIVIL E PROCESSUAL. SEPARAÇÃO JUDICIAL. REQUERIMENTO DE INVENTÁRIO E PARTILHA. AQUISIÇÃO IMOBILIÁRIA POSTERIOR AO ROMPIMENTO DE FATO DA RELAÇÃO CONJUGAL. EFEITOS. TITULAÇÃO DE ÁREA DE TERRAS.
CONSIDERAÇÃO, BASEADA EM EXAME DOCUMENTAL, DE AQUISIÇÃO PARCELA.
I. A cônjuge-virago separada de fato do marido há muitos anos não faz jus aos bens por ele adquiridos posteriormente a tal afastamento, ainda que não desfeitos, oficialmente, os laços mediante separação judicial. Precedentes do STJ.
II. Se o Tribunal a quo, soberano na apreciação da matéria de fato, conclui, à vista da titulação dominial constante dos autos, que a gleba de terras também objeto da partilha, foi adquirida em partes distintas, cada qual com uma origem e em épocas específicas, para efeito de fixação do direito à comunhão no tempo, o reexame da matéria encontra o óbice, na via especial, das Súmulas ns. 5 e 7 do STJ.
III. Razoabilidade da sucumbência proporcional fixada no acórdão, em face das circunstâncias dos autos.
IV. Recurso especial não conhecido.
(REsp 32.218/SP, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR, QUARTA TURMA, julgado em 17/05/2001, DJ 03/09/2001 p. 224)

4) Divórcio direto. Separação de fato. Partilha de bens.
1. Não integram o patrimônio, para efeito da partilha, uma vez decretado o divórcio direto, os bens havidos após a prolongada separação de fato.
2. Recurso especial conhecido e provido.
(REsp 40.785/RJ, Rel. Ministro CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO, TERCEIRA TURMA, julgado em 19/11/1999, DJ 05/06/2000 p. 152)



Escrito por Fabio Ricardo R. Brasilino às 17h43
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sábado, 21 de maio de 2005

O banheiro é a igreja de todo bêbado....

É por isso e por outras mil coisas que eu amo cazuza....essa citação que é título do texto é extremamente sugestiva, me causa admiração e ao mesmo tempo pânico...admiração por ser uma brilhante tirada, saída de uma mente tão complexa e simultaneamente tão simples; ahhhh definitivamente o banheiro é mesmo o templo do bêbado, porque é lá que ele se ajoelha e se redime diante o pecado....o delicioso pecado de se entorpecer, se fazer forte, se fazer herói, se fazer corajoso, dizer verdades e máximas antes nunca imaginadas, desenvolver teorias, amar e ser amado sem pudor, fazer amigos e se desprender de qualquer preconceito (até mesmo conversar com o amigo copo!!!) e sim...esquecer, chorar, ligar pra musa , cometer atos insanos, enfim, seja qual seja seu motivo, no final o banheiro vai estar lá, esperando imóvel seu rebanho de devotos fiéis para perdoar !!!!
Um pastor compreensivo e consolador que não cobra nada e apenas deixa a água levar toda a impureza do pecador, seu dízimo é apenas a força e a fé do seguidor fundamentado na certeza que somente sua igreja vai ser o alívio de sua imensa dor. E o melhor, não condena, pois sabemos que quantas vezes necessitarmos ele sempre estará pronto e solidário para ouvir e perdoar.....
Quanto ao pânico citado no começo....o que causa o pânico em face a circunstância tão santificada? Sabemos de todo o prazer do pecado, mas aí então é que nos fazemos ínfimos pecadores e toda vez diante o altar de nossa igreja prometemos o que nunca conseguimos cumprir... que jamais beberemos daquele jeito...talvez nem mais ou até menos, mas daquele jeito jamais!!!!

By Tici Riccieri



Escrito por Fabio Ricardo R. Brasilino às 14h27
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Entrevista para a Folha de Londrina

07/07/2010
PRÁ­TI­CA ILE­GAL - Car­téis ge­ram so­bre­pre­ço de até 20%
Entre 2007 e 2010 foram cumpridos 265 mandados de busca e apreensão e mais de 100 pessoas foram presas de forma preventiva no país
 
Fá­bio Ri­car­do Ro­dri­gues Bra­si­li­no - Ad­vo­ga­do
A prática é comum nos postos de combustíveis e, nos dias de hoje, é a que mais traz danos ao consumidor brasileiro. Para se ter uma ideia, os cartéis - acordo para fixar preços e eliminar a concorrência -, geram um sobrepreço estimado entre 10 e 20% se comparado ao valor em um mercado competitivo. Desde 2003, o combate a cartéis passou a ser o foco do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência.

Dados do Ministério da Justiça mostram que entre 2007 e 2010 foram cumpridos 265 mandados de busca e apreensão e mais de 100 pessoas foram presas de forma preventiva no país. Atualmente, 251 pessoas são investigadas criminalmente pela formação de cartel. O modelo de combate a cartéis no Brasil é referência mundial.

''Ainda existem inúmeras denúncias sem provas'', afirma o advogado Fábio Ricardo Rodrigues Brasilino, especialista em direito econômico. Nesta entrevista, ele afirma que a prática, normalmente, vem acompanhada de ameaças e aponta quais são as punições previstas no âmbito criminal e administrativo. ''Além de prejudicar o desenvolvimento econômico-social, os cartéis prejudicam a inovação'', alerta Brasilino, que na próxima semana vai ministrar uma palestra sobre o assunto em Londrina.

A prática de cartel pelos postos de combustíveis é uma das denúncias mais recorrentes na Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça. O que explica o número elevado de denúncias?

O cartel é a lesão mais grave no direito da concorrência. Nos postos de combustíveis a prática fica mais clara porque, primeiramente, não é fácil ter um posto, havendo uma série de restrições para isso. Em segundo lugar, não existem muitos produtos alternativos para o combustível, sendo o consumidor obrigado a recorrer aos postos. E outro fator que explica o elevado número de denúncias é que até a década de 1990 o controle era estatal. E hoje, apesar de o Estado ainda exercer um grande controle, existem variáveis da iniciativa privada que influenciam o mercado.

E quais são as punições previstas contra a prática do cartel tanto no âmbito criminal quanto no administrativo?

No âmbito administrativo as punições são mais severas, tendo multas que podem variar entre 1 e 30% do faturamento do ano anterior. Além disso, essas empresas não vão poder participar de determinadas licitações e perdem benefícios fiscais. Tratando-se de uma pessoa física a multa aplicada fica entre R$ 6 mil e R$ 6 milhões. Se ficar provado o prejuízo causado pelo cartel, a multa aplicada pode chegar ao valor do prejuízo. E no âmbito penal a pessoa pode pegar até cinco anos de prisão.

Muita gente já foi para a cadeia por suspeita de formação de cartel?

Em 2007 foram expeditos uns quinze mandados de prisão em Londrina, mas provavelmente eles não foram julgados ainda. Apesar de o Brasil ser reconhecido mundialmente pelo combate a cartéis, existem inúmeras denúncias sem provas.

A prática normalmente vem acompanhada de outros crimes, como sonegação de impostos?

A sonegação de impostos é recorrente não só no caso dos cartéis, mas em diversos ramos da sociedade. Quando mexemos com cartel, por ser uma prática ilegal, acontece com frequência o crime da ameaça, o que faz os donos de postos entrarem no ''esquema'' e dificilmente saírem.

Os donos de postos alegam que o custo dos combustíveis, em especial pela carga excessiva de impostos, é muito alto. Por isso, trabalhariam com margem de lucro reduzida. O álcool, o diesel e a gasolina realmente não poderiam custar mais barato antes de chegar na bomba?

Esse ponto é mais complicado para a gente debater. A questão da carga tributária é muito discutida no Brasil. No entanto, existem outros fatores, como o transporte, que podem alterar o valor do combustível de região para região. Existem cidades pequenas que contam apenas com um posto. São vários fatores que influenciam o preço final. É comum acontecer de o álcool abaixar de preço, mas o valor cobrado do consumidor continuar o mesmo. Os donos de postos alegam que têm reserva. No entanto, quando o preço aumenta, o valor sobe na mesma hora. E, nesses casos, eles não têm mais reserva?

O Ministério da Justiça criou o Conselho Permanente da Estratégia Nacional do Combate a Cartéis (Enacc). Como esse órgão vem atuando? Já obteve resultados práticos?

Esse órgão contribuiu para que o Brasil fosse reconhecido mundialmente no combate aos cartéis. O Enacc vem atuando com o Ministério Público e a Polícia Federal. Estamos ainda longe do ideal, mas já existem fatores determinantes no País que colaboram na diminuição da prática. Os que fazem estes acordos e desejam parar devem procurar um profissional ou órgãos responsáveis.

Serviço

A palestra ''Os cartéis e a livre concorrência'' vai acontecer no dia 17 de julho, às 19 horas, na UniFil. A inscrição custa R$ 10 e pode ser feita até hoje na recepção da universidade. Informações pelo (43) 3375-7458 ou www.unifil.br

Pau­la Cos­ta Bo­ni­ni
Re­por­ta­gem Lo­cal

Disponível em http://www.bonde.com.br/folhadelondrina/?id_folha=2-1-17-1315-20100707



Escrito por Fabio Ricardo R. Brasilino às 13h53
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Uma nova tentativa...

Mundo Virtual...

Novamente venho com uma nova tentativa, quem sabe não será um novo começo...



Escrito por Fabio Ricardo R. Brasilino às 09h37
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Um conto...

    O CORVO *
    (de Edgar Allan Poe)

 

Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de algúem que batia levemente a meus umbrais.
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.

É só isto, e nada mais."

Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,

Mas sem nome aqui jamais!

Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,
"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.

É só isto, e nada mais".

E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
"Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.

Noite, noite e nada mais.

A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.

Isso só e nada mais.

Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
"Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.

"É o vento, e nada mais."

Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,

Foi, pousou, e nada mais.

E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."

Disse o corvo, "Nunca mais".

Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,

Com o nome "Nunca mais".

Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, "Amigo, sonhos - mortais
Todos - todos já se foram. Amanhã também te vais".

Disse o corvo, "Nunca mais".

A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
"Por certo", disse eu, "são estas vozes usuais,
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais

Era este "Nunca mais".

Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureia dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,

Com aquele "Nunca mais".

Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sobras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sobras desiguais,

Reclinar-se-á nunca mais!

Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
"Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"

Disse o corvo, "Nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,
A esta casa de ância e medo, dize a esta alma a quem atrais
Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!

Disse o corvo, "Nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"

Disse o corvo, "Nunca mais".

"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
Torna á noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"

Disse o corvo, "Nunca mais".

E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,

Libertar-se-á... nunca mais!


Escrito por Fabio Ricardo R. Brasilino às 10h05
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Um conto...

Conta a lenda que certa manhã o guerreiro mongol Gengis Khan e sua corte saíram para caçar.

Enquanto seus companheiros levavam flechas e arcos, Gengis Khan carregava seu falcão favorito no braço, que era melhor e mais preciso que qualquer flecha, pois podia subir aos céus e ver tudo aquilo que o ser humano não conseguia ver.

Entretanto, apesar de todo o entusiasmo do grupo, não conseguiram encontrar nada.

Decepcionado, Gengis Khan voltou para seu acampamento. Mas, para não descarregar sua frustração em seus companheiros, separou-se da comitiva e resolveu caminhar sozinho.

Tinham permanecido na floresta mais tempo que o esperado e Gengis Khan estava cansado e com sede.

Por causa do calor do verão, os riachos estavam secos. Não conseguia encontrar nada para beber até que, enfim, avistou um fio de água descendo de um rochedo à sua frente.

Na mesma hora, retirou o falcão do seu braço, pegou o pequeno cálice de prata que sempre carregava consigo, demorou um longo tempo para enchê-lo e, quando estava prestes a levá-lo aos lábios, o falcão levantou vôo e arrancou o copo de suas mãos, atirando-o longe.

Gengis Khan ficou furioso, mas era seu animal favorito, talvez estivesse também com sede. Apanhou o cálice, limpou a poeira e tornou a enchê-lo. Após outro tanto de tempo, com a sede apertando cada vez mais e com o cálice já pela metade, o falcão de novo atacou-o, derramando o líquido.

Gengis Khan adorava seu animal, mas sabia que não podia deixar-se desrespeitar em nenhuma circunstância, já que alguém podia estar assistindo à cena de longe e mais tarde contaria aos seus guerreiros que o grande conquistador era incapaz de domar uma simples ave.

Desta vez, tirou a espada da cintura, pegou o cálice, recomeçou a enchê-lo. Manteve um olho na fonte e outro no falcão. Assim que viu ter água suficiente e quando estava pronto para beber, o falcão de novo levantou vôo e veio em sua direção. Gengis Khan, em um golpe certeiro, atravessou o seu peito do falcão, matando-o.

Retomou o trabalho de encher o cálice. Mas o fio de água havia secado.

Decidido a beber de qualquer maneira, subiu o rochedo em busca da fonte. Para sua surpresa, havia realmente uma poça de água e, no meio dela, morta, uma das serpentes mais venenosas da região.

Se tivesse bebido a água, já não estaria mais no mundo dos vivos.



Escrito por Fabio Ricardo R. Brasilino às 12h41
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William Shakespeare...

"Perguntei a um sábio,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...
O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.
Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração.''

Escrito por Fabio Ricardo R. Brasilino às 15h29
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Um ótimo texto sobre a eternidade...

"Há somente duas opções quanto à existência de “algo” anterior a tudo: ou este algo existe ou não existe.
Considerando a ciência e a história dela, podemos traçar um roteiro de retorno à gênese de tudo. Hoje somos o conjunto de muitas combinações. Se retornarmos ao ponto em que tudo era um amontoado de coisinhas que ainda estavam em processo de realmente se tornar o que deveriam ser... Se voltarmos a isso, poderemos supor a infinita gama de possibilidades de combinações. O que nos leva a supor que a ciência prova que houve um processo de seleção. Os melhores e mais adaptáveis permanecem. A questão é: melhores por quê? A constatação de que há uma forma melhor a ser seguida indica a existência de uma lei: “O melhor continuará existindo”. Isso também prova que houve uma lei anterior ao surgimento de tudo. Prova da existência daquele “algo” por que buscávamos. E já que há um algo anterior a tudo, é justo supor que este tudo deriva deste algo. E então teremos duas possibilidades: ou somos produtos deste algo ou somos parte dele. Ou estamos externos a ele – e conseqüentes dele – ou estamos internos a ele, como uma parte. Resta-nos questionar estas duas possibilidades.
Sendo parte dele.
Sendo ele anterior a tudo e permanecendo existente enquanto tudo existisse, ele teria uma duração maior que tudo, obrigatoriamente. Qual seria a função de tudo? Seria deixar ele existindo. Ele, querendo permanecer existindo, faria de tudo para que tudo continuasse existindo. As leis, portanto, seriam favoráveis a nossa existência. Portanto, o bom provém deste algo. Se formos parte deste algo, seremos como células de um corpo. Este algo cuidaria de nós, como nós deveríamos cuidar de nossas células. Células cancerígenas seriam tratadas com quimioterapia. Ou terremotos! Supondo que estamos em busca de ficarmos cada vez melhores, estamos buscando a eternidade. Mas sempre será possível buscar a eternidade, já que a vida se renova. E qual a diferença entre ser eterno e sempre buscar a eternidade? Nenhuma. A busca eterna pela eternidade já é a própria eternidade. Portanto somos eternos.

Sendo produto dele.
Sendo o algo anterior a tudo... E hoje somos externos a ele, podemos concluir que já fomos parte dele! E como é provado que há uma lei geradora de tudo, este tudo, da forma como é, existe por obedecer a esta lei, portanto necessita de um propósito. Haveria certamente um propósito pra tudo. Um propósito externo ao algo. Estaríamos sendo moldados para um objetivo. Estaríamos num processo de mudanças e mais combinações para atingir uma estabilidade eterna... Ou apenas continuar buscando eternamente. Portanto somos eternos.

Que somos eternos, Lavoisier já havia dito. Resta-nos a transformação. Resta-nos saber que perderemos em breve esta forma, iremos nos transformar em outras coisas: adubo, água, seiva... pó. E penetraremos em outros corpos, e comporemos outros seres e recombinaremos, recombinaremos... Não é absurdo pensar em um dia bem distante em que os mesmos elementos se reagrupem da mesma forma como é hoje. É bastante improvável... mas é possível. E como temos a eternidade toda para recombinar, é sensato supor que estaremos aqui novamente. Estaremos aqui em busca da melhora, da plenitude. Quem será o primeiro a alcançar esta estabilidade perfeita? Talvez este seja mesmo o nosso caminho: chegar a ser Deus. Talvez isso seja a eternidade ou então, a nossa busca eterna."


Escrito por Fabio Ricardo R. Brasilino às 11h09
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É engraçado como a vida torna-se uma eterna dialética existencial, pena que o método dialético não consiga resolver os problemas.

Vivemos num mundo onde as pessoas são dotadas de um instinto natural consumista, às vezes é incrível a influência dos poderes hegemônicos, que com uma espécie de alienação, impõem seus valores, seus conceitos e seus padrões como se aquilo fosse a verdade.

O Capital aliado ao Marketing busca atingir o seio da ânsia consumista impregnada em cada humano, visam nos demonstrar que se não tivermos aquilo não somos pessoas felizes, mas infelizmente esqueceram de dizer: O que é felicidade?

Indago aos senhores se felicidade é trabalhar duramente e ainda saber que é vítima da mais-valia?

Comprar alguma coisa e pegar em prestações e saber que ao final pagou quase o dobro de juros?

Desejar sempre o impossível, mesmo sabendo que aquilo não é necessário para sua vida?

E tantas outras indagações que poderiam ser postas aqui.

Questiono:

Quem falou que nos queremos ser induzidos a pensar o que é bom para nossa felicidade?

Que felicidade é essa nesse mundo onde o “ter” vale mais que o “ser”?



Escrito por Fabio Ricardo R. Brasilino às 19h21
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Literatura: a descrição mais perfeita sobre a morte!

Vou publicar o último capítulo do Livro de Leão Tolstoi - A Morte de Ivan Ilitch, uma novela com tradução de Carlos Lacerda, publicado pela Lacerda Editores, simplesmente fascinante a descrição de uma morte, leiam e tirem suas próprias conclusões, sobre a vida, a morte...

p. 89 a 91:

XII

 

Desde então começaram os gritos que duraram três dia e eram tão terríveis que se ouviam, através de duas portas fechadas, com uma sensação de horror. No momento em que respondeu à mulher, compreendeu que estava perdido, que não havia salvação, que chegara o fim, o fim do fim, e que as suas dúvidas continuavam sem resposta.

“Ah! Ah! Aaaah!”, gritava em vários tons. Começara gritando: “Não quero!”, e continuou gritando na letra “A”.

Durante três dias inteiros, nos quais o tempo não existiu para ele, lutou nesse saco negro, no qual era metido por uma força invisível e irresistível. Lutou como um homem condenado à morte luta nas mãos do carrasco, sabendo que não pode salvar-se. E a cada momento sentia que, a despeito de todos os seus esforços, se aproximava cada vez mais daquilo que o aterrorizava. Sentiu que a sua agonia era devida a essa penetração no saco negro e mais ainda por não ser capaz de se enfiar bem dentro dele. E o que impedia de entrar era a convicção de que a sua vida fora boa. Essa justificação da sua vida o reteve, impediu-o de ir para adiante e era o que mais o torturava.

Súbito uma força violenta golpeou-o no peito e na ilharga, dificultando-lhe ainda mais a respiração, e ele entrou no saco e lá, bem fundo, havia uma luz. O que lhe aconteceu foi como a sensação que às vezes se tem num vagão de estrada de ferro quando se pensa estar andando de costas, quando na realidade se vai para frente e de repente se percebe a verdadeira direção da marcha.

“Sim, não era nada disso”, pensou, “mas não importa. Isso ainda pode ser feito. Mas, que é isso?”, perguntou, e de repente ficou quieto.

Era no fim do terceiro dia, duas horas antes da sua morte. Precisamente nesse momento o menino entrou devagarinho no quarto e foi até junto da cama. O moribundo ainda gritava desesperadamente e sacudia as mãoes. A sua mão caiu na cabeça do menino e o menino agarrou-a, levou-a aos lábios e começou a chorar.

Nesse instante, precisamente, Ivan Ilitch sentiu-se cair, viu a luz no fundo do negro saco e foi-lhe revelado que, embora a sua vida não fosse o que poderia ter sido, ainda podia ser retificada. Pensou: “Isso, que é?” E ficou em silêncio, apurando o ouvido. Então sentiu que alguém lhe beijava a mão. Abriu os olhos, viu o filho e teve pena dele. A mulher veio até ele; olhou-a um instante. Ela o olhava, num desespero, boca aberta, lágrimas quentes no nariz e na face e um olhar dramático. Teve pena dela também.

“Sim, estou a atormentá-los”, pensou. “Eles lamentarão, mas será melhor para eles quando eu morrer.” Queria dizer isso, mas não teve forças. “Além disso, para que falar? Devo agir”, pensou. Com um olhar à mulher, apontou o filho e disse: “Leve-o... Tenho pena dele... tenho pena de você também...” Tentou acrescentar: “Desculpe”, mas disse: “Descanse”, e fez um aceno, sabendo que Aquele cuja compreensão importava iria compreender.

De repente sentiu muito vivamente que o que o atormentava e oprimia se ia dissipando, deixava-o por ambos os lados, por dez lados, por todos os lados. Tinha pena deles, devia agir de modo a não feri-los: descançá-los e libertar-se desse sofrimento. “Como é bom, como é simples!”, pensou. “E a dor?”, perguntou. “Que fim levou? Onde estás, dor?”

Prestou atenção à dor.

“Bem, aqui está. E agora? Deixe a dor doer.”

“E a morte... Onde está?”

Procurou o temor cotidiano da morte e não o encontrou.

“Onde esta? Que morte?” Não havia temor, porque não havia morte.

Em lugar da morte havia luz.

- Então era isto! – exclamou de repente, em voz alta. – Que alegria!

Para ele tudo acontecera num instante, e o sentido desse instante não mudou. Para os presentes a sua agonia continuou por mais duas horas. Algumas coisa roncava no seu peito, o corpo descarnado estremeceu. Depois, pouco a pouco, os estremecimentos e os estertores rarearam.

- Acabou! – disse alguém perto dele.

Ele ouviu esta palavra e repetiu-a na sua alma.

“Acabou a Morte”, pensou “A Morte já não existe!”

Aspirou profundamente, interrompeu a respiração, inteiriçou-se e morreu.



Escrito por Fabio Ricardo R. Brasilino às 13h31
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Artigo...

Ai vai o endereço do site Observatória da Imprensa que publicou um artigo de minha autoria:Hugo Chávez, Orwell e a imprensa http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=436JDB013

Escrito por Fabio Ricardo R. Brasilino às 12h48
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A bela e doce patifaria da vida...

A vida é bela, porém bela como a rosa, cheia de espinhos. Atos que deveriam ser em prol da cidadania, torna-se assassinato a sangue frio, leia a reportagem:

26/05/2007 - 15h12

PM mata garoto de 13 anos durante simulação em MT



Escrito por Fabio Ricardo R. Brasilino às 17h07
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Protesto...

Muito legal o protesto, bem que todos poderiam fazer isso...

Repúdio público

Alunos fazem ato contra redução da maioridade penal

Estudantes de direito da Universidade de São Paulo (USP) organizam, na próxima segunda-feira (14/5), ato contra a redução da maioridade penal. O projeto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça, do Senado, em 16 de abril. Do evento, sairá abaixo-assinado e DVD a ser enviado a Brasília.

Participam do ato o vice-presidente do IBCCRIM (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais), Sérgio Mazina Martins, o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, o senador Eduardo Suplicy (PT) e os deputados José Eduardo Cardozo (PT), Ivan Valente (PSOL) e Manuela D' Ávila (PC do B).

Também assinarão o documento o secretário especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, além dos professores da faculdade de direito da USP, Dalmo Dallari e Sérgio Salomão Shecaira. O presidente da OAB paulista, Luiz Flavio D'Urso, Marcelo Semer da Associação de Juízes para Democracia e Carlos Eduardo Souza, da Pastoral da Juventude, também confirmaram presença na manifestação.

O evento vai acontecer na tribuna livre da faculdade de direito, no Largo São Francisco, centro de São Paulo.

Revista Consultor Jurídico, 10 de maio de 2007



Escrito por Fabio Ricardo R. Brasilino às 16h25
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Uma dica...

Achei um site muito interessante com materias um tanto quanto interessante, tal site tem uma matéria intitulada: A ditadura da música ambiente e realmente ele fala tudo que eu realmente sempre pensei e acho sobre determinadas pessoas que fazem a humanidade escutar uma música de baixa qualidade e teor músical.

o site éo Cosmópolis: http://p.php.uol.com.br/tropico/html/indice/2,1.shl  leiam os textos, principalmente o que citei acima e outro intitulado: A "língua do P" na moda

Um abraço

Fábio Brasilino



Escrito por Fabio Ricardo R. Brasilino às 20h17
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