Artigo...

este é outro artigo publicado no Jornal de Londrina do dia 28 de junho de 2006 - ano 17 - número 5.326

Educação

O governo deixa muito a desejar na questão da educação. Mas, por um momento, pode-se parar e refletir: seia apenas culpa dos políticos o atual descaso com a educação?
Acredita-se que certamente os representantes populares têm vasto grau de culpa, porém existem algumas idéias retrógadas e, de certa forma, até "dogmáticas" que atrapalham a busca por uma qualidade de ensino.
É evidente que os profissionais da educação sofrem com a falta de recursos, mas um dos principais problemas que se encontra nas escolas são as mudanças. Gestores, equipe pedagógica, professores e funcionários não aceitam mudanças. Mantém idéias e atitudes ancestrais, passando por cima de recomendações, orientações e sugestões novas, resistindo às transformações, mesmo que sejam para melhorar a qualidade do ensino. Muitas vezes são tomadas atitudes tiranas, onde o que prevalece é o interesse pessoal.
É preciso alertar que existem outros fatores, além das políticas públicas, que contribuem para o atual estado degradante d aeducação brasileira.
Apesar de tudo, o que resta é a luta visando a melhora. Como disse de forma admirável Martin Luther King: "Mesmo sabendo que o mundo se desintegraria amanhã, ainda assim plantaria uma macieira".

Outro artigo...

O presente artigo fora publicado no Jornal de Londrina do dia 2 de abril de 2007 - ano 17 - número 5.254

Cadê os direitos fundamentais?!

 

Analisando historicamente, percebe-se que há uma era “neo-escravocata”, onde se tem pseudos “direitos e garantias”; um exemplo claro e sucinto é o caso da classe dos funcionários da educação, existe o direito a greve, mas serão reprimidos futuramente, é garantido o direito de manifestação contra as injustiças, mas às aulas terão que ser repostas aos sábados. Isso tudo faz verificar o passado e comparar com a época da abolição da escravatura, que foi feita uma fictícia liberação dos escravos, mas na realidade o que fez emergir foi uma nova classe, em vez de escravos, o proletariado, este com sua “liberdade”, mas com misero salário que mal dava para subsistência, nesta situação cabe parar e pensar: Do que adianta essa falsa liberdade?!
Que tal fazer uma troca? Por um lado o Governo garante os princípios constitucionais democráticos para o povo, tais como: vestuário, alimentação, lazer, saúde, educação, entre outros e por contra partida abdica-se dos salários, deixa ele com o governo. Será para qual parte é mais vantajoso? O Governo pode ficar com as contas bancárias também, sejam elas no Itaú ou no Banco do Brasil, cabe a ele não esquecer também de pagar os juros abusivos do limite que são dados aos servidores, limites esses que mais parecem um chamariz para o pobre Servidor que em momentos de desespero vê-se obrigado a utiliza-lo.
É complicado aceitar as fortunas que são gastas com coisas fúteis, inúteis e/ou superfaturadas, enquanto alguns funcionários ganham um salário infame e indigno que mal da pra subsistência.
Essa é a hora de emergir da escuridão, não tampar o sol com a peneira. Conforme ensinamentos de Goethe: “Quem, de três milênios, Não é capas de se dar conta vive na ignorância, na sombra, à mercê dos dias, do tempo”.

 

Agora vai uma citação do livro: El orgiem de La Familia, la propriedad privada e el Estado de Engels - Editora Progresso - 1979 - Moscou

 

p. 163 - "La diferencia entre ricos y pobres se sumó a la existente entre libres y esclavos; de la nueva division del trabajo resultó una nueva escisión de la sociedade en clases."

Vai um artigo meu...

Hoje postarei um artigo meu que foi publicado no Jornal de Londrina do dia 9 de maio de 2006 Ano 17 - Nº 5.283, quando escrevi o presente artigo estava estudando no ICES e agora estou na Metropolitana/IESB

Seria a educação privada uma mera prática mercantil?

Algumas instituições privadas de Ensino Superior deixam muito a desejar. Não por questão de qualidade de ensino, mas pelas atitudes e práticas antiéticas, imorais e, algumas vezes, até ilegais. O discurso de algumas instituições é prolixo e demagogo. Dizem ter como meta alcançar um bom ensino no intuito de formar bons profissionais, mas o que se percebe é diferente: o ensino não passa de uma forma de comércio. Chegam ao excessivo absurdo de tomarem medidas para proibir os launos de ver a prova corrigida, sendo-lhes permitido protocolar "vista de prova". Esse procedimento é adotado para coagir os inadimplentes, que não podem ver suas provas corrigidas, fazendo uma política de exclusão e não uma política de inclusão, conforme elecam os princípios legais e a Lei de Diretrizes  Básicas da Educação. Mas, para esses grandes charlatões, não são medidas pedagógicas de exclusão, são apenas "medidas administrativas de caráter de urgência".
Não se pretende aqui defender os maus pagadores, mas sim defender a dignidade da pessoa e o respeito aos princípios constitucionais, já que muitas vezes essas medidas prejudicam pessoas que estão em dia com seus deveres.

Um mundo Cosmopolita, um Direito Cosmopolita e breves considerações...

Muito se fora discutido a respeito de um Direito Cosmopolita, mas é um assunto bem complexo isso porque como saber qual seria o ideal, não parece justo achar que cosmopolitismo esta em ter a cultura ocidental como a "certa" e nada mais, precisamos respeitar as diversidades é necessário visar um Direito Comum, mas um direito efetivamente comum, não um direito das minorias, onde a maior parte interessada sofre privações devido a sua condição de "inferioridade".

Seria uma maravilha termos um mundo repleto de paz, alcançar a "Paz Perpetua" tal como proposta por Kant, ou talvez chegarmos a um mundo Cosmopolita tal como Jürgen Habermas propõe, realmente seria uma maravilha, mas será que todos os povos pensariam assim?! Será que realmente funcionaria um mundo Cosmopolita, mas um mundo que respeitasse as diversidades?! Será que nações com poderes econômicos e/ou militares superiores não quebrariam esse pacto e voltaríamos a maneira como estava a priori?!

O que é fato é que os seres humanos sempre visam o passado, se ontem tínhamos o tribunal de Nuremberg hoje temos o julgamento do Saddan Hussein, se ontem tínhamos batalhas por disputa de terras, hoje temos batalhas por petróleo, se ontem vivíamos numa economia baseada no ouro, hoje temos uma economia globalizada baseada em especulações, como pode perceber o mundo gira como se fosse um relógio sempre buscando as mesmas coisas, sempre recai ao passado, dando uma nova modelagem, mas a essência é a mesma, então talvez um mundo Cosmopolita feito de forma mal elaborada e caindo esse poder na mão de pessoas erradas só nos traria maiores dificuldades, estaríamos a caminho de uma ditadura cosmopolita?! É necessário estar atendo a todas estas questões, imaginem os EUA querendo um mundo cosmopolita, mas onde eles fossem os seres superiores! Terrível.

Um livro com um olhar social...

Título: Ética, educação, cidadania e direitos humanos: estudos filosóficos entre cosmopolitismo e responsabilidade social
Autor: Eduardo C. B. Bittar
Editora: Manoele
Ano: 2004/Barueri

Trata-se de um livro muito interessante, comprei-o quando nas aulas de sociologia jurídica ele fora indicado e apenas havia lido as partes propostas na aula, mas resolvi lê-lo em sua integra e realmente não me arrependi.
É um livro com questões bem interessantes e importantes para o desenvolvimento social, todos os educadores deveriam ler este livro, vale a pena ler, agora algumas citações:

p. 3 - "[...] Onde está a humanidade está a ambigüidade. É assim que a mesma ciência que produz cura de doenças para milhares também produz artefatos capazes de destruição em massa. O mesmo exército que é capaz de se mobilizar para salvar vidas pode ser o agente que assassina crianças, mulheres e idosos indefesos. [...] O mesmo Estado que é capaz de criar regras de mantê-las a serviço da comunidade é capaz de escravidão, alienação e desvio de poder. [...] Um discurso filosófico pode ser importante arma de luta pacífica contra a opressão, a inculcação de idéias, a degeneração e a apatia mentais, mas pode ser também a chama para incendiar multidões em direção a práticas violentas e a derramamento inútil (sic) de sangue.[...]”

p. 3 e 4 – “[...] Falar de ética, bem como do entrelaçamento desta com as questões da cidadania, não é contra-censo, mas sim um exercício necessário, até mesmo porque num momento de ceticismo ético e de derrocada dos universais morais se depreende novos valores despontando a partir da própria cultura histórica desse tempo. [...]”

p. 7 - “[...] O problema das exclusões (sociais, raciais, étnicas, econômicas, políticas...) tem a ver, direta e indiretamente, com os modos pelos quais se estruturam as consciências em torno do convívio social. [...]”

p. 11 – “[...] exercitar cidadania não significa, em momento algum, delegar ao Estado a tarefa de gerenciar políticas públicas, ações estratégicas ou investimentos adequados em justiça social. [...]”

p. 17 e 18 – “[...] falar em cidadania, em seu conceito clássico extraído da política e das relações jurídicas às quais estão jungidos os cidadãos de um Estado, parece falar de um recalque, de um luxo, na medida em que homens e mulheres, crianças, adultos e idosos nem sequer alcançaram a condição elementar de vida digna (ou minimamente decente para a sobrevivência) e, portanto, administram suas vidas (suas decisões pessoais, familiares, ético-comportamentais, logísticas de auto-salvação etc.) na base de um único e primitivo critério: a sobrevivências. Falar em cidadania, nesse contexto conceitual clássico, como capacidade de votar e ser votado, como condição política do cidadão perante o estado e seus instrumentos de participação política, parece falar de alguma coisa que faz pouco sentido e repercute parcamente na dimensão de vida de cada uma das pessoas que se encontram nessa condição.”

p. 18 – “Em verdade, a real identidade da palavra cidadania, com o acento que se quer conferir ao termo, reflete exatamente essas preocupações, significando, portanto, algo mais que simplesmente direitos e deveres políticos, e ganhando a dimensão de sentido segundo a qual é possível identificar nas questões ligadas à cidadania as preocupações em torno do acesso às condições dignas de vida. [...]”

p. 19 – “Enquanto a dimensão do ser for definida com base na dimensão do ter, então não haverá espaço para nenhuma política, sociedade ou solução econômica viável à construção da real identidade ético-cidadã entre os indivíduos [...]”

p. 22 – “[...] Se se acredita na desigualdade como sendo algo natural, então nada se faz para mudar esse estado de coisas. Se se considera que são determinantes socioeconômicas que produzem desigualdades, então se passa a perceber o atrelamento das elites com o poder, e as articulações das superestruturas ideológicas para a disseminação de mentalidades que favoreçam um caráter dócil e domesticável das pessoas perante instâncias de dominação social. [..]”

p. 23 – “ De fato, a conclusão não pode ser outra, senão a de que as sociedades alternam na identificação de quem sejam seus ‘subversivos’, ou ‘perseguidos’, ‘espólios’, ‘excrementos’, ‘bandidos’, ‘indesejáveis’, ‘desviantes’. Não importa quem sejam, importa que sempre existem. Atrás disso está toda uma discussão sobre as idéias de normalidade e anormalidade [...] Numa sociedade marcadamente influenciada pelo ideal do capital (lucro como meta de vida), pelo valor do material (ter no lugar de ser), pela dimensão da vantagem pessoal na organização das relações humanas (reificação das relações interpessoais), sem dúvida alguma será o despossuído a nova figura a ser demonizada. Então, o despossuído será o desviante, por não ter condição de estar incluído nas múltiplas dimensões da vida socioeconômica contemporânea, carecendo de acesso ao emprego, a condições dignas de vida, informação e participação nas decisões sociais. Estar fora do mercado é o decreto suficiente dado pela sociedade para o princípio do processo de degradação da pessoa humana, nisso envolvido seu esquecimento, seu desprezo, a diminuição da sua liberdade, a castração de seu acesso a bens etc. Estar fora do mercado é sinônimo de estar fora da dimensão de inclusão social e, portanto, tornar-se um convidado a participar da divisão do grande bandejão da miséria social, do refugo do que a própria sociedade é capaz de produzir, exatamente porque é incapaz de distribuir adequadamente. [...]”

p. 35 – “[...] Percebe-se que uma espécie de doença se espalhou por toda sociedade, contaminando as mentes, as intenções, os sentimentos, o comportamento e a educação dos jovens: nada é feito sem um cálculo escrupuloso de vantagens e desvantagens, lucros e recompensas materiais. Cada indivíduo é valorizado pelo que produz e não pelo que é.”

p. 42 – “[...] faz refletir em quanto o passado está incorporado no presente, e o quanto o futuro deverá fazer para apagar as marcas do passado.”

p. 55 – “De pouco adianta a ação não violenta de poucos, enquanto potências hegemônicas constroem sua territorialidade e sua superioridade na base do armamentismo e da guerra pelos estoques nucleares. [...]”

p. 63 e 64 – “ ‘A arte da política, se for democrática, é a arte de desmontar os limites à liberdade dos cidadãos; mas é também a arte da autolimitação: a de libertar os indivíduos para capacitá-los e traçar, individual e coletivamente, seus próprios limites individuais e coletivos. Esta segunda característica foi praticamente perdida. Todos os limites estão fora dos limites. Qualquer tentativa de autolimitação é considerada o primeiro passo no caminho que leva direto ao gulag, como se não houvesse nada além da opção entre a ditadura do mercado e a do governo sobre as nossas necessidades – como se não houvesse lugar para a cidadania fora do consumismo. E nessa e só nessa forma que os mercados financeiros e mercantil toleram a cidadania. E é essa forma que os governos do dia promovem e cultivam. A única grande narrativa que restou nesse campo é (para citar de no Castoriadis) a da acumulação de lixo e mais lixo. Para essa acumulação não deve haver limites (isto é, todos os limites são considerados anátemas e nenhum limite seria tolerado). Mas a autolimitação deve começar a partir dessa acumulação, isso se quiser começar.’ (BAUMAN. Em busca da política. 2000, p. 12).”

p. 77 – “[...] ‘aprender com o diferente, não permitir que o nosso mal-estar pessoal ou a nossa antipatia com relação ao outro nos façam acusá-lo do que não fez são obrigações a cujo cumprimento devemos humilde mas perseverantemente nos dedicar.’ (FREIRE. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 1996, p. 16-18).”

p. 78 – “[...] A ignorância está na base de muitos erros [...] Dessa forma é que educar significa crescer. O conhecimento que se expande se reverte em maiores chances de novas criações e novos encontros de idéias, das quais se engendram ainda novas alternativas de ser e de se comportar. Aí está a chave para a abertura, para a modificação. Aí está a chave para o reforço da ética. A falta de instrução é, antes de tudo, privação de escolha  e castração de acertada deliberação.”

p. 80 – “[...] O papel da educação é libertário, já se disse, e não negador, castrante, coisificador, limitador, constritor, amordaçador, ritualizador e, finalmente, abortivo. [...]”

p. 101 – “Na verdade, quando se pensa na função do educador, deve-se pensar nele desempenhando uma tarefa de humanista, o que também significa fazer perceber ao educando que se encontra na condição de oprimido para despertá-lo em direção à libertação por meio de práticas convenientes e adequadas para tanto. Para que isso ocorra, a humanização vai no sentido contrário de qualquer concepção bancária da educação, e verte-se no sentido criativo da educação conscientizadora, engajadora, habilitante, estimulante e produtiva [...]”

p. 102 – “No lugar da fixação, da reprodução, do continuísmo, surgem a revolução, a renovação, a libertação, a abertura, enfim, a criação. [...]”

p. 102 e 103 – “Explorando temas de motivação e proximidades com as reais condições vivenciais e existenciais do povo, instigando a mentalidade da pesquisa e da busca autônoma pelo saber, demonstrando as causas e as razões da opressão, motivando o diálogo e ouvindo o que o educando tem a dizer, assumindo eticamente sua responsabilidade profissional e social com a cidadania e a responsabilidade política, demonstrando e agindo para a vida e negando a morte abortiva das mentalidades, permitindo que a liberdade invada os modos pelos quais as práticas pedagógicas se fazem, assumindo atitudes democráticas na condução dos trabalhos acadêmicos, tornando-se um educador-investigador para trazes sempre novos estímulos aos alunos e a si mesmo, combatendo toda forma de exclusão social que se possa instaurar dentro da escola ou da sala de aula, instaurando e assumindo a politicidade do mister educacional, formando e informando o educando quanto à sua própria realidade histórico-social, veiculando a paixão pela mobilização que a educação é capaz de proporcionar, vivenciando por suas atitudes o compromisso assumido com a sala de aula, são algumas formas de dar passos em direção à libertação do oprimido de sua condição, bem como em direção à formatação de uma nova conjuntura educacional capaz de motivar a superação do povo brasileiro pelas suas próprias forças.”

p. 137 – “Totalitarismo, armazenagem de armas de destruição em massa, desrespeitos aos direitos humanos, terrorismos são apenas os argumentos de roupagem externa de que se utilizam os americanos para darem continuidade ao processo de expansão de um colonialismo mundial, de uma submissão econômica dos povos, demonstração clara do quanto a Estátua da Liberdade tornou-se o símbolo do despotismo, da unilateralidade, do arbítrio e da força desmedida, indicativos que contrariam a própria bandeira que costumam os americanos ostentar diante do mundo.”

p. 180 – “Certamente o capitalismo não é para Habermas a alternativa para a solução das pendências sociais e humanas mais profundas, até porque parece previsível o colapso do sistema capitalista que, na profunda dependência da economia e da burocracia, convive dificilmente com a legitimidade popular de que carece. Habermas, mediante seu aprofundado estudo sobre a crise de legitimação no capitalismo avançado, está plenamente cônscio dos problemas e abalos que vive o sistema político-capitalista dominante na maior parte dos países desenvolvidos, com conseqüências diretas sobre os países em desenvolvimento [...]”

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